Follow by Email

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A cada mil lágrimas

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema. Dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
 
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre...
A cada mil lágrimas sai um milagre...
 
A letra da belíssima canção de Itamar Asumpção e Alice Ruiz é inspiradora.
Fala-nos de como encarar as dores do mundo com inteligência, com coragem e com estilo.
Inteligência de quem vê na dor oportunidade de mudança e aprendizado.
Coragem de quem aceita mudar.
Estilo de quem sofre e ainda consegue sorrir, chorar, sem perder a linha, sem perder o passo.
A dor chega sem aviso, de cara cruel, como um monstro invencível e desproporcional ao nosso tamanho.
Chega destruindo tudo... E tudo parece o fim.
Mas não... Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.
É o cinzel que esculpe, que talha, que faz o bloco amorfo de mármore se transformar em estátua, em obra de arte.
A dor é o convite à mudança de hábitos, de pensamento, de rumo, talvez.
Trocar o vestido da alma é renová-la. Mudar o padrão de seus tecidos é não permanecer preso às mesmas ideias, aos mesmos vícios.
É necessário deixar a vida fazer sentido.
Uma vida sem sentido é quase como uma escuridão. Nada se vê, nem a si próprio. Nada se encontra, pois não se sabe onde está e onde se deve chegar.
E o milagre após as lágrimas é tantas coisas!...
O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas forças e fraquezas, mas sem máscaras, sem ilusões.
O milagre de perceber que se está melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.
O milagre do recomeço, de nascer de novo, de se dar nova chance.
O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por nós; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, não importa o que aconteça.
O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para trás, e a dor é lei de equilíbrio e educação.
A cada mil lágrimas sai um milagre.
*   *   *
O sofrimento, muitas vezes, não é mais do que a repercussão das violações da ordem eterna cometidas.
Mas, sendo partilha de todos, deve ser considerado como necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condição do progresso.
Todos os seres têm de, por sua vez, passar por ele. Sua ação é benfazeja para quem sabe compreendê-lo.
Mas, somente podem compreendê-lo aqueles que lhe sentiram os poderosos efeitos.
 
Redação do Momento Espírita, com base na letra da música Milágrimas, de Itamar Assumpção e Alice Ruiz e pensamentos finais extraídos do cap XXVI  do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb.
Em 8.4.2015.

O melhor é......

 
mensagem retirada https://www.google.com.br/mensagens


Nossos amigos e irmãos

Algumas pessoas se ressentem do convívio humano e só não se fecham por completo porque o contato constante com animais, sejam eles cães, gatos, pássaros, não permite que o amor e a ternura se desvaneçam totalmente.
O escritor e editor britânico Joe Randolf Ackerley, morto em 1967, não era o que se pode chamar de amante dos animais. Seu comportamento chegou a ser considerado excêntrico.
Na maturidade, adotou uma pastora alsaciana de nome Queenie. Ela se transformou em sua grande companheira, a amiga ideal e o melhor relacionamento de sua vida, segundo o próprio escritor. Por causa dela, ele mudou.
Sua produção literária teve uma melhora significativa. Nos quinze anos em que conviveu com Queenie, produziu seus melhores livros.
Em Minha cadela tulipa, um romance cheio de ternura, ele narra a amizade e o amor verdadeiro que compartilhou com sua leal companheira. O livro foi transformado em uma animação, que recebeu vários prêmios.
Na primeira metade do século XX, na cidade de Shibuya, o professor Hidesabaro Ueno adotou um cão da raça Akita e o chamou de Hachiko.
Diariamente, o cão acompanhava o dono até a estação de trem e ali aguardava que ele retornasse de Tóquio, onde lecionava.
Essa foi a rotina dos dois por mais de um ano, até que Ueno teve um acidente vascular cerebral e morreu.
Durante dez anos, o cão ficou aguardando seu amado dono, na estação, para surpresa e comoção de todos, que passaram a alimentá-lo.
Essa história de amor e lealdade, concluída com a morte do fiel animal, foi divulgada por todo o Japão. Tornou-se matéria de jornal, documentário, livro e inspirou o filme Sempre a seu lado.
*   *  *
Diariamente, cães e gatos anônimos alegram o nosso dia a dia, dão carinho e amor incondicionais aos que lhes somos donos, ajudam a reduzir nossa ansiedade, estresse, confortam nos momentos de tristeza.
Animais ensinam a amar e a perdoar.
Eles existem, não para servir aos seres humanos como escravos, mas para lembrar-nos de que todos somos criaturas de Deus.
Somos responsáveis por sua manutenção, pelos cuidados de que carecem.
Infelizmente, muitos não estamos atentos a esse papel no mundo. Maltratamos, abandonamos, agredimos, exploramos, torturamos e até os matamos, de forma cruel.
Em contrapartida, inúmeros voluntários resgatam animais em situação de risco, doentes, feridos. Cuidam para que se recuperem e se reintegrem ao mundo, às vezes, com o sacrifício do próprio repouso e alimento.
São almas abnegadas que, inspiradas pelo sublime defensor da natureza, Francisco de Assis, entenderam que, no Universo, tudo está interligado. E que os animais são nossos irmãos menores.
O nobre Franciscano dizia que todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem. Deus deseja que ajudemos aos animais. Toda criatura tem o mesmo direito de ser protegida.
Que possamos nos lembrar de que, como irmãos mais velhos, na escalada evolutiva da Terra, temos a responsabilidade dos cuidados necessários aos animais.
Redação do Momento Espírita.
Em 24.4.2015.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Onde o amor floresce

Existem vidas que transmitem grandes lições. Quase sempre são criaturas que não são famosas, nem por serem artistas, políticos ou terem realizado feitos que alteraram o destino da Humanidade.
São pessoas que vivem o dia a dia, junto a outras tantas. Geralmente poucos lhes lembram os nomes.
Num documentário televisivo a respeito do Holocausto, ouvimos a história de uma jovem polonesa e seu drama, durante a Segunda Grande Guerra.
Quando Hitler invadiu a Polônia e iniciou a perseguição aos judeus, sua família viveu, alguns meses, escondida em um porão.
Descobertos, foram separados e ela nunca mais viu seus pais ou teve notícias de seus irmãos.
No campo de concentração, onde foi colocada, ela padeceu os maiores horrores. A comida era pouca, o tratamento rude. As companheiras enlouqueciam. Ou eram mortas. Ou se matavam.
A essa altura, o repórter perguntou à entrevistada se ela nunca pensara em se matar.
Sim, disse ela. Mais de uma vez. Quando o frio era muito grande, a fome parecia me devorar e eu não via perspectiva de salvação. Mas, nesses momentos, lembrava de meu pai.
Logo que fomos para o porão nos ocultar dos nazistas, ele me disse: “Filha, aconteça o que acontecer, nunca fuja da vida. Resista até o fim.”
E me fez prometer que jamais eu desistiria de viver.
Quando os aliados foram vitoriosos, a jovem, e mais quatro mil mulheres foram obrigadas a uma marcha forçada pelos alemães, em fuga das tropas aliadas.
Finalmente, um número muito pequeno delas, que não havia morrido no longo percurso, foram abandonadas num campo de concentração e encontradas, mais tarde, pelos americanos.
Aquelas mulheres estavam desnutridas. Algumas sequer podiam se erguer, tal o estado de fraqueza.
Ela mesma, confessa, tinha dificuldades para andar, pesava trinta e poucos quilos somente. E não tomava banho há três anos. O seu tempo de aprisionamento.
Então, um oficial americano muito bonito se aproximou dela e a tomou nos braços, carregando-a até um caminhão.
Durante o trajeto ele foi lhe dizendo que ficasse calma, que tudo daria certo, que ela receberia o socorro necessário.
Cinquenta e oito anos depois, frente às câmeras de televisão, ela e o marido mostravam a alegria de sua união.
Bom, o marido não era outro senão o jovem oficial americano que a encontrou magra, suja, desnutrida e a carregou nos braços, naquele dia distante.
Ela não somente teve a sua vida salva naquele momento, sendo resgatada de uma situação de penúria, como encontrou o seu grande amor.
Um amor que atravessou meio século e continua tão forte e especial como nos dias do início do namoro.
Um amor que foi concebido ao final de uma hecatombe e em que o primeiro encontro foi num ambiente de dor, miséria moral e intenso sofrimento.
Ele era o jovem robusto, vigoroso. Ela, uma esquálida jovem, pouco mais que adolescente, sofrida e quase sem esperanças.
Deus tem mesmo inimagináveis caminhos para encontros e reencontros de almas que se desejam unir pelo amor.
*   *   *
Se os dias lhe parecem demasiado pesados, com sua carga de problemas, não desista de lutar.
Se você está a ponto de abandonar tudo, espere um pouco. Aguarde o amanhecer, espere o dia passar e deixe o sol retornar outra vez.
Quando você menos espera, o socorro chega, a situação se modifica, a problemática alcança uma solução.
Não se esqueça: O amor de Deus nunca falha! Aguarde.
 
Redação do Momento Espírita,com base
 em documentário televisivo.
Em 26.1.2015.